Lover, you should've come over - Jeff Buckley

Já cá esteve uma vez, mas apenas a letra. Hoje ouvi-a, logo pela manhã, e foi como que a promessa de que algo bom iria acontecer. Mas, até agora, nada... Still waiting.

Fotografias da Páscoa

Ficam algumas fotografias que tirei no Pinheiro, por altura da Páscoa. Para que possam constatar como é uma terra bonita.







Fotografias por Rita Barbosa

Páscoa

Estou de partida para casa (sim, ainda é a minha verdadeira casa). Esperam-me momentos de espera, ansiedade, cansaço... Talvez, lá pelo meio, apareça um certo desespero, porque eu sou uma pessoa pouco paciente, e mais de seis horas de viagem vão conseguir tirar-me do sério.
Mas, ainda assim, aqui vou eu.
De partida.

Um pouco mais de poesia

Este poema é mesmo dedicado a mim, euzinha da Silva, para ver se me convenço de uma vez por todas!

"Porque o único sentido oculto
das coisas
É elas não terem sentido
oculto nenhum."

Alberto Caeiro
O Guardador de Rebanhos

Ternura

Sim, sou distraída. E só agora me apercebi que ontem foi o Dia Mundial da Poesia. Sinto-me culpada por não ter assinalado convenientemente o dia, mas vou tentar remediar ao deixar aqui um dos meus poemas favoritos (alguns de vocês, se calhar, já conhecem).



Ternura

Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...

Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...

Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"


(E, já agora, fica uma ;) ao meu pequenino)

Caminha

Há cerca de um mês atrás, fui passar um fim-de-semana a Caminha com alguma da famelga (as primas mais a tia mais nova). Embora curto, foi um tempo mesmo muito bom, deu para passear, para relaxar e, principalmente, para usufruir da companhia dos entes queridos.

Deixo, então, umas fotografias dessas terras tão verdes e bonitas.


Vista do miradouro de Caminha sobre a foz do rio Minho, sendo Espanha do outro lado


Vista do miradouro


Centro de Caminha


Igreja no centro de Vila Nova de Cerveira


fotografias por Rita Barbosa

Os Maias



Embora já tenho feito ontem uma semana que a vi, chega agora a este blog a minha opinião sobre esta peça de teatro.
A adaptação da obra de Eça de Queiroz aos palcos foi feita por António Torrado, e partiu do facto de, no livro, Eça incluir uma cena passada no Teatro da Trindade. É aí que tudo começa.
Primeiro que tudo, José Fidalgo, apesar da carinha laroca, ainda não tem arcaboiço para estas andanças. Se as telenovelas da TVI até nem lhe vão mal, teatro (e ainda para mais, o papel principal da peça) não é com ele. Sofia Duarte Silva, que desempenha Maria Eduarda, também não me agradou em demasia, talvez porque tem aquela forma de estar em palco muito tradicional, com a voz muito colocada e declamada... Em termos de desempenho, gostei de José Airosa, no papel de Ega, e de Pedro Górgia, muito divertido no papel de Dâmaso Salcede. Estão os dois muito bem e num patamar completamente diferente do resto das interpretações.
Quanto à adaptação da obra, não acho que esteja muito bem conseguida. O destaque é colocado em várias situações cómicas (algumas, demasiado evidentes) e quase se esquece do romance, trágico, entre os dois irmãos que desconhecem esse facto. Não percebo muito bem qual foi o objectivo...
Por isso, e assim sendo, acho que não vale muito a pena uma ida ao teatro. Embora a sala estivesse repleta, uma vez que, como se sabe, os Maias é obra de leitura obrigatória no ensino secundário e, como tal, há sempre muito adolescentes na assistência.

Para além da peça propriamente dita, foi um serão com alguns percalços. O principal foi relacionado com o jantar. Optámos por ir ao Restaurante da Trindade, que é mesmo em frente ao teatro, e pedimos umas massas, que nos garantiram ser rápidas. Quando já havia passado meia hora desde os nossos pedidos, a empregada foi avisar-nos que a nossa comida tinha sido deixada queimar pela cozinheira... E que não havia mais... Como faltavam 20 minutos para a peça, acabámos a comer caldo verde e pão com manteiga, para não irmos ver a peça de estômago vazio!!! Completamente inacreditável. E depois nem sequer tinham as sobremesas que constavam do menu... Uma pobreza. Podem riscar este restaurante da vossa lista!

Devendra Banhart - A Sight To Behold

A sight to behold

Ando numa de música. O que já não acontecia há bastante tempo...

É verdade que já não ouvia este rapaz há algum tempo, e esta música é daquelas que me põe com os olhos brilhantes... Fica aqui a letra, a música vem já a seguir.


Devendra Banhart - A sight to behold

"It's a sight to behold
When you've got some old words to mold
And you can make 'em your own

Still love it would be much better
Love it would be much better
I'm told

It's like golden corn
And I love its golden glow
It's the little head inside your little hole
And out spring some sparkling thoughts

Still love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better

It's like finding hope
In an old folk song
That you've never ever heard
Still you know every word
And for sure you can sing along

But love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
I know, I know"

O Coelhinho e a Minhoca

Pois é, já andei a dar largas, novamente, aos meus dotes de tia!!! Bordei mais uma babete, desta vez com outros motivos.
Aqui fica a amostra. Ninguém me pára!!! :D



Mini-férias de Carnaval

Com a desculpa do Carnaval, fizemos umas mini-férias e rumámos até ao centro do País, zona que não conhecia muito bem (e que, penso, merece uma visita alargada). A primeira paragem foi Abrantes, onde dormimos na Pousada de Juventude (mais ou menos simpática, já estive em melhores por esse país fora). Só visitámos a cidade na manhã seguinte, e é bem simpática, particularmente o castelo, de onde se tem uma vista muito bonita sobre a zona envolvente.


Abrantes, vista do castelo


Vista do castelo de Abrantes

De Abrantes seguimos para Constância, que é mesmo ali ao lado. Tinha umas certas expectativas, uma vez que já tinha ouvido dizer maravilhas da terra. Por isso, fiquei algo desapontada pois, embora simpática e pitoresca, é uma vila pequenina e sem nada de particularmente emblemático (exceptuando o facto de ser o local onde o rio Zêzere desagua no Tejo).


Constância

Visitámos também o Castelo de Almourol, que é muito perto de Constância. Um verdadeiro charme de castelo, ali plantado no meio do Tejo. Pena que não tenha dado para tirar fotografias bonitas, uma vez que estávamos em contra-luz... Depois de Almourol, conduzimos por uma estrada ao longo do Zêzere, que nos levou até Tomar, uma cidade muito agradável. As ruas estavam recheadas de pessoas em trajes carnavalescos, a festejar o domingo solarengo.
Subimos ao Castelo, onde também se localiza o Convento de Cristo, um monumento imponente. Por razões logísticas, não nos foi possível visitar o interior do convento, mas passeámos pelos jardins e pelas muralhas do castelo.


Vista panorâmica de Tomar


Convento de Cristo

No segundo dia, ficámos a dormir nas Caldas da Rainha, numa pensão cujo recepcionista era uma personagem bastante caricata... De manhã, seguimos directamente (sem passar pela casa partida!) para a Foz do Arelho, estância balnear da minha infância, onde já não ia, seguramente, há uns 15, 16 anos! Foi uma emoção muito grande, principalmente porque não me suscitou nenhuma recordação em particular... A não ser a imagem do Inatel, onde costumava ficar com os papás. Muito lindo.


Praia de Foz do Arelho

O passeio seguiu em direcção a Alcobaça, uma cidade pacata, dominada pela presença do Mosteiro, imponente. Muita gente espalhada pelas esplanadas, ambiente calmo. Mas é bastante pequenina e, para além do Mosteiro, não há muito mais para ver. No entanto, o interior do Mosteiro, na parte da igreja, é mesmo muito bonito. É lá que estão sepultados D. Pedro e D. Inês de Castro, protagonistas da mais famosa história de amor da História de Portugal.


Mosteiro de Alcobaça


Pormenor do túmulo de D. Pedro I, no Mosteiro de Alcobaça

Para terminar o passeio de fim-de-semana prolongado, fomos a Óbidos, esse local de histórias de encantar. É realmente um mundo à parte, com uma atmosfera medieval, que nos faz perder na nossa imaginação. Apesar das ruas muito concorridas (ai esta agorafobia!), passeámos muito. Percorremos a muralha que envolve a vila quase toda, tirando imensas fotografias, porque o cenário pede! E, para os interessados, fica a informação que os preparativos para o Festival Internacional do Chocolate já estão em cena. Para funcionarem de 5 a 15 de Março.


Vista das muralhas, Óbidos


Óbidos

Com o tempo maravilhoso que esteve, foi um fim-de-semana em cheio, com belas paisagens e uma bela companhia... ;) Só soube a pouco.

ORNATOS VIOLETA - Ouvi dizer

E pronto, fica a música com o vídeo, para poderem apreciar e dizerem da vossa justiça.

Ouvi dizer

Uma das minhas músicas favoritas, de sempre, pela melodia, pela letra, por tudo... Ouvi-a hoje de manhã, e apeteceu-me partilhá-la por aqui.

Ornatos Violeta - Ouvi dizer

"Ouvi dizer que o nosso amor acabou.
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!

Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!

A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"

E acho que eles têm mesmo razão...

Happy-Go-Lucky



Na passada sexta-feira fui, mais a cousine Carolina, ao cinema ver este filme, o último de Mike Leigh (o mesmo de Secrets and Lies e Vera Drake), de seu título, em inglês, Happy-Go-Lucky.
O filme conta a história de Poppy, uma professora primária de 30 anos, solteira, e contente com a vida. Vive a vida de peito aberto, sem ressentimentos. O que não é sempre bem visto pelas pessoas que a rodeiam... Seguimos o seu dia-a-dia, entre a relação com os alunos, as festas ao fim-de-semana com as amigas, e o seu mais recente projecto: ter aulas de condução.
Apesar de ser divulgado como um filme divertido e bem-disposto, a mim pareceu-me um bocadinho deprimente... Poppy, interpretada por Sally Hawkins de forma surpreendente, é uma personagem desconcertante. Às tantas, até um santo se irrita com tanta boa-disposição! Não parece natural, nos dias que correm... Deve ser o hábito de viver num mundo tendencialmente deprimido/depressivo.

Tontinhos...

É verdade, amiguinhos, fez um ano desde que comecei a "controlar" os tontinhos que visitam o meu blog... E, por imposição do sistema que uso, ao fim de cada ano todos os pontinhos do mapa são apagados e começam a ser contados de novo. Assim, deixo-vos aqui uma imagem do aspecto do mapa, antes dos pontinhos desaparecerem. Muito obrigada por todas as visitas.


Dotes de tia

Como a grande maioria de vocês já deve saber, vou ser tia dentro em breve. E ando a dar uso aos dotes (re)adquiridos, mais precisamente a bordar babetes em ponto de cruz!!!
Aqui ficam umas fotos da primeira "obra". E a segunda já está quase pronta.

É só entusiasmo! :)



Quem quer ser bilionário?



Já foi há pouco mais de uma semana que vi aquele que foi consagrado o grande vencedor dos Óscares deste ano - Slumdog Millionaire, o mais recente filme de Danny Boyle. Embora, ao início, não tenha prestado grande atenção, a história acabou por cativar-me. Um rapaz das favelas de Bombaim concorre à versão indiana do Quem Quer Ser Milionário e, quando está a prestes a alcançar o prémio máximo, há uma suspeita de que estará a fazer batota. E através de percebermos o que está por detrás de cada pergunta que o rapaz responde que se conta a história da sua vida e se percebe o que ele está a fazer no programa.
É um filme forte e que lida com uma realidade, a das favelas indianas, a que não estamos habituados. Houve uma grande polémica relativamente à veracidade do que é relatado no filme, mas, na minha opinião, o filme é muito bom. Não me parece que seja para qualquer estômago, mas é um grande filme.

Tindersticks no Coliseu dos Recreios



O concerto já aconteceu no passado dia 13 de Fevereiro, mas só agora deixo aqui algumas notas sobre o evento. Há cerca de 4 ou 5 anos vi-os no Coliseu do Porto, e adorei...
Desta vez, as circunstâncias eram algo diferentes: houve um certo clima de romance, como que numa antecipação do Dia dos Namorados. E os Tindersticks são uma boa inspiração ao tema... ;)
O concerto não desiludiu. Músicos eficazes, atmosfera lânguida, com Stuart Staples a liderar as hostes. A primeira parte do concerto foi, essencialmente, dedicada ao último álbum (que não conheço) - apesar de não conhecer, foi agradável, porque a música deles tem um estilo que se reconhece, mesmo não conhecendo. Depois, vieram as músicas mais antigas e conhecidas. E, com elas, o êxtase do público! Trintão, mas a provar que ainda está ali para as curvas. O concerto, em si, durou cerca de uma hora e meia, mas depois ainda vieram dois encores, para fazer as delícias dos fãs.
Para mim, o momento alto foi quando tocaram "Her". De tirar o fôlego.

O Leitor



Mais uma vez, o silêncio tem sido uma constante... As minhas mais sinceras desculpas.
As idas ao cinema têm sido frequentes, e este "O Leitor" foi um dos filmes favoritos. A história está bem contada, de forma fluída e sem enveredar por fáceis juízos de valor - e tendo em conta que se fala da Segunda Guerra Mundial, não é coisa fácil.
Vamos então à história. Kate Winslet desempenha o papel de uma mulher de trinta e alguns anos, revisora nos eléctricos de Berlim. Por obra do acaso, envolve-se com um adolescente, que se torna o "seu" leitor. A relação entre ambos vai girar muito em volta da leitura... Entretanto, perdem o rasto um do outro. O rapaz cresce, e vai reencontrar esta misteriosa mulher em circunstâncias muito peculiares.
Kate Winslet tem uma prestação fantástica. E podem confiar, eu até nem gosto assim tanto dela, mas depois deste filme, fiquei com outro respeito.
Não vou alongar-me muito com pormenores porque suponho que haja pessoas que ainda não viram o filme. Mas, meus amigos, vale mesmo a pena. Emocionante.

Barbosa, a Chungosa!

A Rita Cavaleiro, mestre dos vídeos, compilou fotografias e afins da minha estadia, até agora, na UIC, e fez este vídeo tão bonito.

Obrigada, Rita.

Madrugada - Majesty

Adoro esta música. Aliás, Madrugada é uma banda que eu gosto bastante. Já há bastante tempo que não falava sobre música aqui, e hoje acordei com uma nostalgia em relação a esta e outras músicas que ouvia durante os primeiros anos da faculdade (como os Sparklehorse). Tudo bandas que me foram dadas a conhecer pela Maria (muito obrigada!).
Já agora, fica também a letra.
Disfrutem.

"Madrugada - Majesty

So am I
Good or bad
The way that things did turn out
I did only make you sad

And we cried and we cried
On the phone
Oh, but in my mind
You were never that all alone

Oh, you were majesty
Your roads were heavy
And your longing was cut from bone

So am I
Am I good or bad
Could only awake your anger
I could only make you mad
Now was that how you showed me
That you were still so young and bold
Anyway those fights did drive me
And I was dying of thirst and I wasn't growing old

Oh, you were majesty
Your ropes were heavy
And your roads were very cold
Oh, oh, oh, majesty

But in my mind
I could still climb inside your bed
And I could be victorious
Still the only man to pass through the glorious arch of your head, o-oh

Oh, you were majesty
Your ropes were heavy
And your cheeks were very red

Oh, you were majesty
Now it's like I said
That spirit, it's now dead

Oh, oh, oh, majesty"

Continuo a achar que o vocalista tem uma cara que não condiz com a sua voz... Mas são ambas bem jeitosinhas!!!;)

Revolutionay Road



Para finalizar o fim-de-semana cinéfilo, domingo fomos ver o mais recente filme de Sam Mendes, Revolutionay Road (sem tradução possível para Português). O filme consegue o feito de juntar novamente Kate Winslet e Leonardo DiCaprio, 11 anos depois de Titanic...!
Por um lado, é um filme parecido com "American Beauty" - famílias de subúrbios, a acomodação que resulta do passar dos anos, vidas que parecem perder o seu significado... No fundo, a procura de algo maior para a vida, um significado. É isso que acontece com Frank e April Wheeler, um casal no início dos seus trintas, com dois filhos, cuja vida parece ter seguido no sentido oposto aquele que eles desejavam. O desejo de dar uma volta à situação vai criar no casal um desequilíbrio tão grande, que as consequências são imprevisíveis.
Leonardo DiCaprio continua no seu bom caminho - desde há uns anos para cá que o rapaz me tem surpreendido bastante, pela positiva. Apesar de não ser completamente convincente no papel de pai de família - aquele cara de imberbe continua a não ajudar. Kate Winslet também está muito bem, embora seja uma actriz que me é algo indiferente.
Resumindo e baralhando: gostei. E muito.

Vicky Cristina Barcelona



Naquilo que foi um fim-de-semana cheio de cinema, houve oportunidade de ver o mais recente filme de Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona. O título deve-se, em parte, ao nome das protagonistas (as amigas norte-americanas Vicky e Cristina), e ao local onde a acção do filme se desenrola: Barcelona. E, sábado à tarde, lá fomos nós.
A sessão foi um terror, com dezenas de adolescentes tipicamente cascarenhos (leia-se betinhos), muito mal-educados, que não se abstiveram de fazer comentários durante todo o filme. Uma dor de cabeça. Mas falemos antes do filme.
É um típico filme de Woody Allen, se tirarmos o facto de ter sido filmado em Barcelona (mais correctamente, em Espanha, porque também passa por outros sítios). Personagens altamente disfuncionais, mas muito divertidas, o sentido de humor em alta! É engraçado como conseguimos arranjar quase sempre um ponto em comum com as personagens, com qualquer uma delas... Eu revi-me bastante (para mal dos meus pecados!) na "insatisfação crónica" da personagem de Scarlett Johansson... Defeito ou feitio?
Para quem aprecia filmes do Woody Allen (como eu), vale muito a pena, até porque a atmosfera é diferente e refrescante. Para quem gosta de filmes sobre pessoas, com suas qualidades e defeitos, também.
Pena é que a cidade de Barcelona, sendo uma cidade linda e excitante, seja tão pobremente explorada... Pelo menos, para quem conhece, fica uma sensação de que se podia ter feito mais.

O Rapaz do Pijama às Riscas



Sexta-feira passada fui, com a Adriana e a Rita T, ver este filme: O Rapaz do Pijama às Riscas. Tínhamos todas algumas expectativas em relação ao filme, uma vez que retrata a amizade entre dois meninos, um filho de um comando alemão das SS, o outro judeu vivendo num campo de concentração (o filme passa-se, como já devem ter percebido, durante a Segunda Guerra Mundial). Pensávamos que seria um filme tocante, até já íamos preparadíssimas para chorar baba e ranho! Mas isso não aconteceu. O filme é pobre, não consegue criar empatia com o público, resultado duma abordagem superficial do tema. É como que um pãozinho sem sal. Sem piada, sem sabor.
Apesar de tudo, gostei da interpretação de David Thewlis, que faz o papel de comandante das SS, pai de um dos meninos. Não conheço bem o actor, mas acho que está convincente e algo assustador - o que deve ser o objectivo. Ainda assim, não me parece suficiente para uma ida ao cinema, logo... passem ao lado.