Já cá esteve uma vez, mas apenas a letra. Hoje ouvi-a, logo pela manhã, e foi como que a promessa de que algo bom iria acontecer. Mas, até agora, nada... Still waiting.
Em magia, o terceiro passo refere-se à parte do truque em que a ilusão é produzida. A vida chegou ao terceiro passo. A ilusão, aparentemente, completou-se. O Terceiro Passo está agora fora de portas. À procura de novas ilusões para completar... Mais uma moedinha, mais uma voltinha.
Fotografias da Páscoa
Páscoa
Mas, ainda assim, aqui vou eu.
De partida.
Um pouco mais de poesia
"Porque o único sentido oculto
das coisas
É elas não terem sentido
oculto nenhum."
Alberto Caeiro
O Guardador de Rebanhos
Ternura
Ternura
Desvio dos teus ombros o lençol,
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!
David Mourão-Ferreira, in "Infinito Pessoal"
(E, já agora, fica uma ;) ao meu pequenino)
Caminha
Deixo, então, umas fotografias dessas terras tão verdes e bonitas.
Vista do miradouro de Caminha sobre a foz do rio Minho, sendo Espanha do outro lado
Vista do miradouro
Centro de Caminha
Igreja no centro de Vila Nova de Cerveira
fotografias por Rita Barbosa
Os Maias

A adaptação da obra de Eça de Queiroz aos palcos foi feita por António Torrado, e partiu do facto de, no livro, Eça incluir uma cena passada no Teatro da Trindade. É aí que tudo começa.
Primeiro que tudo, José Fidalgo, apesar da carinha laroca, ainda não tem arcaboiço para estas andanças. Se as telenovelas da TVI até nem lhe vão mal, teatro (e ainda para mais, o papel principal da peça) não é com ele. Sofia Duarte Silva, que desempenha Maria Eduarda, também não me agradou em demasia, talvez porque tem aquela forma de estar em palco muito tradicional, com a voz muito colocada e declamada... Em termos de desempenho, gostei de José Airosa, no papel de Ega, e de Pedro Górgia, muito divertido no papel de Dâmaso Salcede. Estão os dois muito bem e num patamar completamente diferente do resto das interpretações.
Quanto à adaptação da obra, não acho que esteja muito bem conseguida. O destaque é colocado em várias situações cómicas (algumas, demasiado evidentes) e quase se esquece do romance, trágico, entre os dois irmãos que desconhecem esse facto. Não percebo muito bem qual foi o objectivo...
Por isso, e assim sendo, acho que não vale muito a pena uma ida ao teatro. Embora a sala estivesse repleta, uma vez que, como se sabe, os Maias é obra de leitura obrigatória no ensino secundário e, como tal, há sempre muito adolescentes na assistência.
Para além da peça propriamente dita, foi um serão com alguns percalços. O principal foi relacionado com o jantar. Optámos por ir ao Restaurante da Trindade, que é mesmo em frente ao teatro, e pedimos umas massas, que nos garantiram ser rápidas. Quando já havia passado meia hora desde os nossos pedidos, a empregada foi avisar-nos que a nossa comida tinha sido deixada queimar pela cozinheira... E que não havia mais... Como faltavam 20 minutos para a peça, acabámos a comer caldo verde e pão com manteiga, para não irmos ver a peça de estômago vazio!!! Completamente inacreditável. E depois nem sequer tinham as sobremesas que constavam do menu... Uma pobreza. Podem riscar este restaurante da vossa lista!
A sight to behold
Ando numa de música. O que já não acontecia há bastante tempo...
É verdade que já não ouvia este rapaz há algum tempo, e esta música é daquelas que me põe com os olhos brilhantes... Fica aqui a letra, a música vem já a seguir.
Devendra Banhart - A sight to behold
"It's a sight to behold
When you've got some old words to mold
And you can make 'em your own
Still love it would be much better
Love it would be much better
I'm told
It's like golden corn
And I love its golden glow
It's the little head inside your little hole
And out spring some sparkling thoughts
Still love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
It's like finding hope
In an old folk song
That you've never ever heard
Still you know every word
And for sure you can sing along
But love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
Love it would be much better
I know, I know"
O Coelhinho e a Minhoca
Mini-férias de Carnaval
Abrantes, vista do castelo
Vista do castelo de Abrantes
Constância
Subimos ao Castelo, onde também se localiza o Convento de Cristo, um monumento imponente. Por razões logísticas, não nos foi possível visitar o interior do convento, mas passeámos pelos jardins e pelas muralhas do castelo.
Vista panorâmica de Tomar
Convento de Cristo
Praia de Foz do Arelho
Mosteiro de Alcobaça
Pormenor do túmulo de D. Pedro I, no Mosteiro de Alcobaça
Para terminar o passeio de fim-de-semana prolongado, fomos a Óbidos, esse local de histórias de encantar. É realmente um mundo à parte, com uma atmosfera medieval, que nos faz perder na nossa imaginação. Apesar das ruas muito concorridas (ai esta agorafobia!), passeámos muito. Percorremos a muralha que envolve a vila quase toda, tirando imensas fotografias, porque o cenário pede! E, para os interessados, fica a informação que os preparativos para o Festival Internacional do Chocolate já estão em cena. Para funcionarem de 5 a 15 de Março.
Vista das muralhas, Óbidos
Óbidos
Com o tempo maravilhoso que esteve, foi um fim-de-semana em cheio, com belas paisagens e uma bela companhia... ;) Só soube a pouco.
ORNATOS VIOLETA - Ouvi dizer
E pronto, fica a música com o vídeo, para poderem apreciar e dizerem da vossa justiça.
Ouvi dizer
Ornatos Violeta - Ouvi dizer
Pois eu não tive a noção do seu fim.
Pelo que eu já tentei,
Eu não vou vê-lo em mim:
Se eu não tive a noção de ver nascer um homem.
E ao que eu vejo,
Tudo foi para ti
Uma estúpida canção que só eu ouvi!
E eu fiquei com tanto para dar!
E agora
Não vais achar nada bem
Que eu pague a conta em raiva!
E pudesse eu pagar de outra forma!
Ouvi dizer que o mundo acaba amanhã,
E eu tinha tantos planos pra depois!
Fui eu quem virou as páginas
Na pressa de chegar até nós;
Sem tirar das palavras seu cruel sentido!
Sobre a razão estar cega:
Resta-me apenas uma razão,
Um dia vais ser tu
E um homem como tu;
Como eu não fui;
Um dia vou-te ouvir dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
Sei que um dia vais dizer:
E pudesse eu pagar de outra forma!
A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! Ora doce!
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Happy-Go-Lucky

Tontinhos...
Dotes de tia
Quem quer ser bilionário?

É um filme forte e que lida com uma realidade, a das favelas indianas, a que não estamos habituados. Houve uma grande polémica relativamente à veracidade do que é relatado no filme, mas, na minha opinião, o filme é muito bom. Não me parece que seja para qualquer estômago, mas é um grande filme.
Tindersticks no Coliseu dos Recreios
Desta vez, as circunstâncias eram algo diferentes: houve um certo clima de romance, como que numa antecipação do Dia dos Namorados. E os Tindersticks são uma boa inspiração ao tema... ;)
O concerto não desiludiu. Músicos eficazes, atmosfera lânguida, com Stuart Staples a liderar as hostes. A primeira parte do concerto foi, essencialmente, dedicada ao último álbum (que não conheço) - apesar de não conhecer, foi agradável, porque a música deles tem um estilo que se reconhece, mesmo não conhecendo. Depois, vieram as músicas mais antigas e conhecidas. E, com elas, o êxtase do público! Trintão, mas a provar que ainda está ali para as curvas. O concerto, em si, durou cerca de uma hora e meia, mas depois ainda vieram dois encores, para fazer as delícias dos fãs.
Para mim, o momento alto foi quando tocaram "Her". De tirar o fôlego.
O Leitor
As idas ao cinema têm sido frequentes, e este "O Leitor" foi um dos filmes favoritos. A história está bem contada, de forma fluída e sem enveredar por fáceis juízos de valor - e tendo em conta que se fala da Segunda Guerra Mundial, não é coisa fácil.
Vamos então à história. Kate Winslet desempenha o papel de uma mulher de trinta e alguns anos, revisora nos eléctricos de Berlim. Por obra do acaso, envolve-se com um adolescente, que se torna o "seu" leitor. A relação entre ambos vai girar muito em volta da leitura... Entretanto, perdem o rasto um do outro. O rapaz cresce, e vai reencontrar esta misteriosa mulher em circunstâncias muito peculiares.
Kate Winslet tem uma prestação fantástica. E podem confiar, eu até nem gosto assim tanto dela, mas depois deste filme, fiquei com outro respeito.
Não vou alongar-me muito com pormenores porque suponho que haja pessoas que ainda não viram o filme. Mas, meus amigos, vale mesmo a pena. Emocionante.
Barbosa, a Chungosa!
A Rita Cavaleiro, mestre dos vídeos, compilou fotografias e afins da minha estadia, até agora, na UIC, e fez este vídeo tão bonito.
Obrigada, Rita.
Madrugada - Majesty
Adoro esta música. Aliás, Madrugada é uma banda que eu gosto bastante. Já há bastante tempo que não falava sobre música aqui, e hoje acordei com uma nostalgia em relação a esta e outras músicas que ouvia durante os primeiros anos da faculdade (como os Sparklehorse). Tudo bandas que me foram dadas a conhecer pela Maria (muito obrigada!).
Já agora, fica também a letra.
Disfrutem.
"Madrugada - Majesty
So am I
Good or bad
The way that things did turn out
I did only make you sad
And we cried and we cried
On the phone
Oh, but in my mind
You were never that all alone
Oh, you were majesty
Your roads were heavy
And your longing was cut from bone
So am I
Am I good or bad
Could only awake your anger
I could only make you mad
Now was that how you showed me
That you were still so young and bold
Anyway those fights did drive me
And I was dying of thirst and I wasn't growing old
Oh, you were majesty
Your ropes were heavy
And your roads were very cold
Oh, oh, oh, majesty
But in my mind
I could still climb inside your bed
And I could be victorious
Still the only man to pass through the glorious arch of your head, o-oh
Oh, you were majesty
Your ropes were heavy
And your cheeks were very red
Oh, you were majesty
Now it's like I said
That spirit, it's now dead
Oh, oh, oh, majesty"
Continuo a achar que o vocalista tem uma cara que não condiz com a sua voz... Mas são ambas bem jeitosinhas!!!;)
Revolutionay Road

Por um lado, é um filme parecido com "American Beauty" - famílias de subúrbios, a acomodação que resulta do passar dos anos, vidas que parecem perder o seu significado... No fundo, a procura de algo maior para a vida, um significado. É isso que acontece com Frank e April Wheeler, um casal no início dos seus trintas, com dois filhos, cuja vida parece ter seguido no sentido oposto aquele que eles desejavam. O desejo de dar uma volta à situação vai criar no casal um desequilíbrio tão grande, que as consequências são imprevisíveis.
Leonardo DiCaprio continua no seu bom caminho - desde há uns anos para cá que o rapaz me tem surpreendido bastante, pela positiva. Apesar de não ser completamente convincente no papel de pai de família - aquele cara de imberbe continua a não ajudar. Kate Winslet também está muito bem, embora seja uma actriz que me é algo indiferente.
Resumindo e baralhando: gostei. E muito.
Vicky Cristina Barcelona

A sessão foi um terror, com dezenas de adolescentes tipicamente cascarenhos (leia-se betinhos), muito mal-educados, que não se abstiveram de fazer comentários durante todo o filme. Uma dor de cabeça. Mas falemos antes do filme.
É um típico filme de Woody Allen, se tirarmos o facto de ter sido filmado em Barcelona (mais correctamente, em Espanha, porque também passa por outros sítios). Personagens altamente disfuncionais, mas muito divertidas, o sentido de humor em alta! É engraçado como conseguimos arranjar quase sempre um ponto em comum com as personagens, com qualquer uma delas... Eu revi-me bastante (para mal dos meus pecados!) na "insatisfação crónica" da personagem de Scarlett Johansson... Defeito ou feitio?
Para quem aprecia filmes do Woody Allen (como eu), vale muito a pena, até porque a atmosfera é diferente e refrescante. Para quem gosta de filmes sobre pessoas, com suas qualidades e defeitos, também.
Pena é que a cidade de Barcelona, sendo uma cidade linda e excitante, seja tão pobremente explorada... Pelo menos, para quem conhece, fica uma sensação de que se podia ter feito mais.
O Rapaz do Pijama às Riscas

Apesar de tudo, gostei da interpretação de David Thewlis, que faz o papel de comandante das SS, pai de um dos meninos. Não conheço bem o actor, mas acho que está convincente e algo assustador - o que deve ser o objectivo. Ainda assim, não me parece suficiente para uma ida ao cinema, logo... passem ao lado.

