Em magia, o terceiro passo refere-se à parte do truque em que a ilusão é produzida. A vida chegou ao terceiro passo. A ilusão, aparentemente, completou-se. O Terceiro Passo está agora fora de portas. À procura de novas ilusões para completar... Mais uma moedinha, mais uma voltinha.
Indie Lisboa 2010 (2)
Indie Lisboa 2010 (1)


Como facilmente se percebe pelo título, este documentário é sobre a carreira dos The Doors. É narrado por Johnny Depp, e "segue" a banda desde o início, quando os diferentes membros se conhecem, até ao fim, trazido pela morte de Jim Morrison, em 1971. É engraçado perceber a cronologia das criações da banda, com diferentes estilos, acompanhar os problemas que foram surgindo devido à dependência de Morrison em relação às drogas e ao álcool. Por outro lado, é interessante ter esta perspectiva quando se conhece o filme de Oliver Stone ("The Doors", 1991), porque há pontos comuns, mas também toda uma visão muito diferente da dinâmica da banda. Fica a certeza (e a saudade...) de que The Doors foram uma banda sem igual, tendo deixada uma marca importantíssima na iconografia dos últimos 50 anos.


Lembra-te de mim
O filme conta a história de Tyler, um jovem adulto cuja vida familiar já passou por muitas atribulações, que resultaram numa relação difícil com o seu pai. O jovem vive, assim, uma vida sem grande propósito ou objectivos, como que à deriva. Até conhecer Ally, uma jovem que também viveu acontecimentos trágicos, mas que seguiu com a sua vida de uma forma positiva. As circunstâncias em que se conhecem vão, no entanto, colocá-los um contra o outro...
Um bocadinho melodramático, com um desfecho que, para mim, foi bastante inesperado. Mas, apesar de tudo, um filme com alguma doçura e que acaba por ser envolvente. A banda sonora é muito boa (reconheci muitas músicas ao primeiro acorde!), incluindo nomes como Sparklehorse, Ed Harcourt, Ani DiFranco ou Sigur Rós.
O objectivo foi, portanto, cumprido! Agora, o rapaz só precisa de fazer mais filmes, para poder dar azo aos meus delírios adolescentes.
Uma noite atribulada

Ora, então, história - Steve e Tina são são Phil e Claire, um casal que vive nos subúrbios de Nova Iorque, cuja vida entrou num rotineiro rame-rame. Até as noites em que saem juntos se transformaram em espaços de discussão dos afazeres domésticos!
Cansados desta realidade, resolvem fazer algo de diferente e ir até à cidade para jantar no restaurante mais badalado - que calha de estar cheio... Determinados a não dar parte fraca, infiltram-se no dito cujo fingindo ser um casal que não responde à chamada para a sua mesa - e aí começam todos os problemas. O casal original é, afinal, procurado por gente muito perigosa, e assim começa a aventura, numa noite que eles jamais irão esquecer!
O filme está muito bem conseguido e as actuações são fantásticas. Há situações completamente hilariantes, daquelas de nos deixar agarrados à barriga de tanto rir. Mesmo nas cenas de acção, o filme é original, por isso, vale bem uma ida ao cinema.
Já não me ria assim, com gargalhadas sentidas, há muito tempo. Até me faltou o ar, de tanto rir. E isso só pode ser saudável.
:D
O que faz falta

Albert Camus - La mort heureuse

Foge Foge Bandido

Notício d'O Público - Parlamento rejeita actualização extraordinária das bolsas de investigação
" Os projectos de lei do PCP e do Bloco de Esquerda para a actualização extraordinária das bolsas de investigação foram rejeitados no Parlamento com os votos contra do PS e a abstenção do PSD e CDS.
Os dois diplomas tiveram os votos favoráveis do PCP, Bloco de Esquerda e Partido Ecologista Os Verdes.
O diploma dos comunistas visava estabelecer uma actualização que coincida com os aumentos decretados anualmente para todos os trabalhadores da administração pública.
Propunha ainda uma actualização imediata de 10 por cento nas bolsas inferiores a mil euros e de cinco por cento nos subsídios superiores àquele montante.
O Bloco de Esquerda pretendia que, extraordinariamente, as bolsas atribuídas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia fossem actualizadas em 10 por cento quando se trate de subvenções inferiores a 800 euros, de cinco por cento para valores entre os 800 e os mil euros e dois por cento quando a bolsa ultrapassasse os mil euros.
O Bloco também defendia a criação de um mecanismo de atualização permanente, com um aumento anual indexado ao aumento salarial da função pública definido no Orçamento do Estado. (...)"
Para lerem a notícia completa, sigam este link.
A minha opinião pessoal fica para mais tarde.
Walden ou a vida nos bosques - Henry David Thoreau

Um Homem Singular

Em termos de história, o filme não é brilhante. Não tem nada de especial. Mas a forma como é contada, como as situações são construídas... É de pura beleza.
O que mais me irritou, porém, é a forma como um filme como este nos faz acreditar em todas essas coisas: amor irredutível, beleza, sensibilidade. Onde está tudo isso? Apenas quando preso a uma tela de ecrã, porque na vida real... Ilusões, é o que é. Por isso, acabei por sair deprimida do cinema! Mas, ao menos, que seja por uma boa razão.
À espera de um futuro...
Uma Outra Educação, ou, mais concretamente, Um Homem Sério

Num dia igual aos outros

A luta dos bolseiros

Crónica de um fim anunciado

Lisboa Restaurant Week

Resolvemos aproveitar a iniciativa do "Lisboa Restaurant Week", em que restaurantes de alto gabarito propõem menus pela módica quantia de 20€. Ou 19+1€, uma vez que, em cada edição, 1€ de cada menu é doado a diferentes instituições. Este ano, calhou na sorte a CAIS e a Associação Viver a Ciência.
Assim sendo, fomos até à Travessa do Alecrim, junto ao Cais do Sodré, ao restaurante Alecrim às Flores. O menu proponha 2 entradas, 2 pratos principais e 2 sobremesas, à escolha. Da minha parte, a escolha foi:
Entrada:
Cogumelos gratinados com queijo com confit de cebola
Prato Principal:
Medalhões de vitela com queijo da Serra e legumes salteados
Sobremesa:
Afogatto de Tangerina em Champanhe
A entrada não me agradou muito mas, de resto, as escolhas foram boas. Se bem que me pareceu um bocadinho simplista para o dito gabarito do restaurante...
Para a próxima há mais!
Fica a nota para aproveitarem também esta iniciativa, porque é bem interessante.
Tudo Pode Dar Certo

Passeio de Carnaval
Rio de Onor
Bragança - jardim dos animais de louça!
Bragança - vista do Castelo
Bragança - Domus Municipalis
Mais tontinhos
Up in the Air - Nas Nuvens

A premissa é bastante interessante e singular: um homem tem como emprego despedir pessoas (quando os seus patrões não o querem fazer pessoalmente) e passa mais de 300 dias por ano a viajar, numa vida sem laços nem compromissos. A chegada de uma recém-licenciada à sua empresa ameaça revolucionar a sua vida - não é que a miúda quer que os despedimentos passem a ser feitos por vídeo-conferência?!? Que irá acontecer à sua vida se deixar de viver no ar e tiver que assentar os pés na terra?...
O filme tem jeito de comédia romântica, mas é muito mais do que isso. É verdade que o "tom" é ligeiro, e acompanhado por uma bela banda sonora, mas contém também todo um conjunto de mensagens que torna este filme em algo mais. George Clooney veste a pele a esta personagem de uma forma magistral. Aliás, a personagem parece ter tudo a ver com ele - o tipo sedutor, com um estilo de vida atraente. No entanto, ele não é só isso. É também a vulnerabilidade quando a vida muda de registo, a profundidade para lá da superficialidade bonita e que atrai.
Assim, este "Nas Nuvens" é um filme extremamente agradável. Pelas interpretações, pela história, pela música, pelas mensagens. A lembrar como o cinema americano mais independente continua a dar-nos obras muito interessantes.
Um Profeta

Falemos, então, deste profeta. A personagem, Malik, é o que eu definiria por anti-herói. Chega à prisão para passar 6 anos e o filme conta a história de como ele gere a sua vida para chegar ao fim desses 6 anos da melhor forma. Sem querer entrar em grandes detalhes, porque a ideia não é desvendar a história, posso dizer-vos que o filme é desconcertante. Tanto a sua construção como a interpretação de Tahar Rahim, para mim um perfeito desconhecido até este momento. O rapaz tem um ar angelical, tendo ele transmitido este sentimento para a personagem. Então, é completamente perturbador vê-lo manipular a realidade, gerindo as pessoas à sua volta, quais peões de um jogo de xadrez, para chegar ao seu objectivo primordial: tornar-se senhor da prisão e garantir o futuro à sua saída.
O filme é, por vezes, brutal. Quer por imagens, que por mensagens. Mas as quase três horas de duração passam num instante e mais que justificam uma ida ao cinema, para ver este profeta que ganhou o Grande Prémio do Júri do Festival de Cannes.
Albert Camus

Passaram, no dia 4 de Janeiro, 50 anos sobre a morte de Albert Camus. Nascido em 1913 na Argélia, morreu num acidente de carro em França, com apenas 46 anos de idade, tendo deixado uma obra vasta que, em 1957, tinha sido distinguida com o Prémio Nobel da Literatura.
New York, I love you

Fim-de-semana de concertos
Caramulo
fotografias por Rita Barbosa
As Loucuras de Brooklyn - Paul Auster

Já lá vai algum tempo desde que li um livro do Paul Auster, um autor que muito aprecio. Este foi-me oferecido pela minha Mãezinha pelos meus 27 anos, mas só agora chegou a sua vez, porque a lista de espera vai longa e lenta...
Pela sinopse, já têm uma ideia da história do livro. A escrita, essa, é a que Auster nos habituou: fluida, coloquial, com o narrador a confundir-se com o autor, o que faz com que, na minha cabeça, todos os livros dele sejam um só!
Ao início, custou-me um bocadinho a arrancar com a leitura, quando Nathan se instala em Brooklyn e a história se começa a desenrolar. Mas quando Tom entra em cena, com os seus desaires pessoais, há toda uma dinâmica que se cria e que acaba por prender o leitor. E, talvez por causa disso, acabei o livro a ler umas 80 páginas de enfiada, numa noite em o que o sono teimava em não aparecer.
Muito bom. Até me deixou com vontade de conhecer Nova Iorque. O que, por si só, já é dizer bastante.
Fica, como amostra, uma frase que me tocou particularmente:
"Todas estas coisas me inundam a cabeça e fazem-me lembrar que é impossível fugir à infelicidade que assola o mundo."

