The Darjeeling Limited


Domingo, finalmente, foi dia de ir ver o "Darjeeling", designação facilitada para o novo filme de Wes Anderson. Devo dizer que andava à espera deste filme desde Novembro, altura em que era suposto o filme passar no European Film Festival de Cascais. Não passou, à última hora foi alterado o programa, por razões que me são alheias. Mas a vontade de ver o filme, essa ficou. Bem premente.
Sou uma fã do Wes Anderson. Não quer isto dizer que conheça a fundo a obra dele. Apenas vi "The Royal Tenenbaums" e "The Life Aquatic with Steve Zissou" - adorei ambos. Adoro a atenção aos pormenores, as cores, todo o aspecto visual dos filmes, que é extremamente cuidado. Adoro a disfuncionalidade das personagens, tão longe (ou tão perto) das nossas, comuns mortais. E, qual cereja no topo do bolo, adoro as bandas sonoras!
Por tudo isto, podem imaginar que as expectativas eram altas.
As oportunidades de ver o filme andavam escassas, por isso este fim de semana aproveitei e lá fui, acompanhada do Rui e da minha prima Catarina, ao El Corte Inglès.
O filme vem "acompanhado" de uma curta-metragem, dita introdutória, de seu nome "Hotel Chevalier". Neste curta, protagonizada por Jason Schartzmann e Natalie Portman, vemos um dos irmãos Whitman (as personagens do filme), a viver no dito Hotel Chevalier, ser visitado pela namorada, com a qual a relação não é fácil. Por muito curta que seja, temos o "privilégio" de ver Natalie Portman como veio ao mundo, se bem que de uma forma algo artístico, nada de muito explícito. Não deixou de ser estranho...
O filme, propriamente dito, é a modos que um delírio visual. Filmado na Índia, onde a equipa alugou um comboio onde a grande parte da rodagem foi feita, está repleto de cores intensas. A história é centrada em três irmãos, cujos laços genéticos são altamente duvidáveis - como acreditar que Adrien Brody, Owen Wilson e Jason Schartzmann são irmãos??? No entanto, em termos de disfuncionalidade, as personagens são completamente credíveis! É estar sempre a ouvir o Owen Wilson querer fazer acordos com os irmãos sobre atitudes a ter no futuro...
Bem, não quero falar demasiado sobre a história, senão perde piada para aqueles que ainda não viram o filme. O que quero dizer é que gostei muito, mais uma vez a banda sonora é fantástica, com ênfase para a faixa final: Joe Dassin a cantar "Les Champs Elysées"!!! Claro que comecei imediatamente na cantoria, com o Rui todo envergonhado a mandar calar-me (ou, pelo menos, cantar mais baixo!). A história, em si, não é brilhante nem traz nada de particularmente novo, mas vale imenso a pena pela peça de arte que é. E o cinema é todo sobre as emoções que nos desperta.

1 comentário:

Carolina disse...

Já fui ver! Muito bom e não pude deixar também de cantarolar o Champs Elysées do nosso muito querido Joe!