Max Frisch - Homo Faber



Prenda de Natal, chegou agora a vez deste "Homo Faber" saltar da secretária para a mesinha-de-cabeceira, e assim fazer parte das minhas leituras. Não conhecia nem este livro em particular, nem o seu autor, o suíço Max Frisch. Assim, as expectativas em relação a esta leitura eram praticamente nulas, não fosse o comentário de contra-capa aludir a Camus.... Aí, a minha curiosidade aguçou-se.
Ao ler este livro, depressa percebi o porquê das alusões a Camus - o sentimento do eu, enquanto ser volúvel que responde ao que se passa à sua volta, mas também as noções de coincidência e fatalismo, são temas que muitas vezes vemos nas obras do escritor argelino. Mas também a luminosidade da escrita é algo que vejo em ambos os escritores. "Homo Faber" é um romance escrito na primeira pessoa, voz activa de Walter Faber, um engenheiro pragmático, funcionário da UNESCO, que viaja pelo mundo em trabalho. Com uma mente puramente tecnológica e racional, Walter vê-se confrontado com uma série de acontecimentos inacreditavelmente coincidentes, que irão mudar o curso da sua vida.
Para além dos paralelismos com Camus, este foi um livro que também me lembrou Paul Bowles, outro dos meus autores de eleição. Talvez seja pelo movimento da escrita, semelhante à escrita de viagens.
É claro que, se num único autor consigo ter pontos de referência a dois dos meus escritores favoritos, gostei muito deste "Homo Faber". Por isso, levou-me apenas uma semana a lê-lo. Fico agora com muita vontade de ler outras obras de Max Frisch. O que se revela difícil, uma vez que não consta muito das prateleiras das livrarias portuguesas. Mas fica a vontade.

(Já agora: obrigada, João.)

2 comentários:

Léo Kildare Louback disse...

Olá, tudo bem?
Você leu Homo Faber em Português? Estou tentando achá-lo e não consigo.
Obrigado.

irRita disse...

Olá, Leo

Li Homo Faber em Inglês, não faço ideia se existe uma edição em Português...

Boa sorte para o encontrar!