A chachada do Bernardo, seguido do anjo de 60 anos



Para acabar a semana multicultural, houve concerto de Vashti Bunyan. Cantora inglesa nascida a meio dos anos 1940, teve uma curta carreira musical no final dos anos 60, tendo desaparecido da cena musical depois do lançamento do seu primeiro álbum, em 1970. Reapareceu nos anos 2000, tendo editado o segundo álbum em 2005. Embora pareça que até conheço bem a senhora, não é bem o caso. Foi-me chamada a atenção para a sua música seguramente há menos de um mês, por isso é, a modos que, um amor recente.

Assim, este concerto no Lux caiu que nem uma luva para poder explorar melhor a sua música. Grande senão da questão: a primeira parte feita pela coqueluche (e, provavelmente, expoente máximo) da nova música pseudo-qualquer-coisa portuguesa, B Fachada. A azia começou logo com o facto do rapaz ter escolhido o mesmo restaurante que nós para jantar. E continuou na meia hora em que tivemos que o ouvir cantar - músicas que parecem sempre a mesma (apesar de acompanhado por um contra-baixista, nada salva o facto de as músicas serem repetições de um mesmo acorde...), letras metidas a intelectuais mas que no fundo nada mais são do que fúteis e nada espontâneas, e ainda os trejeitos do rapaz, que deve achar mesmo cool abanar incessantemente a cabeça, levantar o sobrolho e fazer beicinho, tudo enquanto canta naquela voz de falsete para a qual não há a mínima paciência!!! Também bastante interessante é ouvir os comentários dos pseudo-fãs deste pseudo-cantor - desde apelidarem-no de cantor de intervenção a elogiarem a crítica social das suas letras... Deve ser aquele refrão "quero ser como o Panda Bear/ e entrar onde eu quiser", concerteza... Mas como o objectivo não era ver esta Chachada, vou acabar este momento de libertação de azedume.
Felizmente, o Bernardinho (betinho de Cascais, by the way) deixou o palco para dar lugar a Vashti. A senhora veio acompanhada de dois músicos, uma rapariga e um rapaz. Ele esteve dedicado à guitarra, ela alternou por vários instrumentos, desde o xilofone à flauta transversal, passando pelo teclado, entre outros. Tocou durante cerca de uma hora, desfiando canções simples e doces, como se cantar fosse a coisa mais natural do mundo. Músicas que soam a um tempo onde o tempo não existe. Lembrando que nunca é tarde para fazermos o que gostamos, e chegarmos a um sítio onde realmente pertençamos.

4 comentários:

Rita C disse...

Folgo em ver que estás tão activa em relação ao teu blog.
Também aprecio esta cantora, a julgar pela amostra que colocaste no Facebook. Ouvi-la é mesmo muito agradável.
Beijinho grande

irRita disse...

Tens que ouvir mais coisas, a senhora é muito querida e a música também.

:)

Unknown disse...

Hehe, vê-se que não gostas mesmo do Bernaaaardo! Outro dia ouvi na rádio e realmente e voz é um pouco irritante.
Mas indo à parte interessante, fui ao myspace ouvir a cantora q se seguiu e gostei bastante, algumas quase parecem musicas para crianças, de embalar, é mesmo calminho e relaxante. Beijinhos e obrigada por esta sugestão.

irRita disse...

Ora, então, de nada, é um prazer! :D
O concerto foi muito agradável, pena ter tido que esperar tanto tempo para ela subir ao palco...

Beijinhos, cousinette!